Doutrinas, Impressos E Educação: As Expressões Do Catolicismo E Do Positivismo Em Minas Gerais 1881-1900 Paidéia

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Doutrinas, Impressos E Educação: As Expressões Do Catolicismo E Do Positivismo Em Minas Gerais 1881-1900 Paidéia

Destes, 57,5% se localizam na América do Sul, ficando no Brasil o maior número de católicos do mundo. O continente americano é o território que mais concentra os adeptos dessa religião, representando 48,6% dos fiéis batizados em todo o mundo. A partir de então, a Igreja Católica ocupou um espaço de influência e poder com um expressivo número de fiéis e terras, símbolo da riqueza da instituição.  https://500px.com/p/godfreyajrhickey , a crise vivida pelo Império Romanosomada à expansão dos praticantes do catolicismo, obrigou o império a aceitar a nova religião. Ultimamente, a ascensão de autoridades mais conservadoras na alta cúpula da Igreja enfraqueceu significativamente esse tipo de aproximação. Em contrapartida, existe um forte movimento que ainda insiste na mudança de alguns preceitos, como o celibato entre os clérigos e o uso de métodos contraceptivos.

  • Neste sentido, a humanidade poderia caminhar para o progresso material e espiritual, aproximando-se de Deus e construindo uma sociedade cristã, ou evoluindo para o caos numa sociedade sem classes e sem apegos a Deus.
  • Dentro deste projeto amplo da Santa Sé, o sucesso destas ações justificou-se pela existência de informações da Nunciatura, obtendo com a maioria dos bispos uma comunicação eficiente, com respostas solicitadas pela Santa Sé, já que com essa rede de informações, demandaria sucesso a implantação da unidade de atuação da hierarquia eclesiástica.
  • O catolicismo subdividido após vários Cismas ou cisões da Igreja Cristã, em 1054 englobou as dioceses ocidentais e orientais sob o governo de Roma, enquanto o Oriente seguiu o Patriarca de Constantinopla.
  • A disseminação da imprensa informando tudo a todos, atingindo particularmente a formação acadêmica, da ideia que a razão era superior à fé, aumentava o número de intelectuais que sugeriam novos caminhos teóricos para a prosperidade humana, ligando-a a realidade material e não mais à expectativa do paraíso.
  • Parece-nos que, nesse sentido, o modelo concêntrico precisaria incluir os grupos ou movimentos no catolicismo brasileiro que têm seus próprios centros (ou núcleos) teológicos, muitas vezes em diametral oposição ao centro teológico “central” ou ao núcleo teológico de outros agrupamentos.
  • A Igreja Católica ensina que ele é o sucessor do apóstolo Pedro, o primeiro papa.


A Secretaria de Estado, ao coordenar a sua  política em relação ao Brasil, lidava não só com o governo brasileiro, mas, também criava estratégias de relacionamento com a hierarquia eclesiástica local, com base num corpo doutrinário e com interesses institucionais de natureza internacional. Dessa forma, a Igreja local, ao mesmo tempo, era vista como uma questão interna à Confissão Católica, porque era integrante do corpo institucional da Igreja Católica Apostólica Romana, e como uma questão externa, porque está geograficamente localizada fora da Cidade do Vaticano. Havia expectativas em relação aos resultados de uma militância de intelectuais reunidos e de influência junto à sociedade em geral. Com a rejeição de emendas religiosas, apoios foram reduzidos demonstrando “profundos ressentimentos”.

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Neste sentido, os Estados considerados elementos constitutivos do Vaticano, lhes conferem soberania, ou seja, território, governo e nação, denotando o espaço geopolítico de atuação das Igrejas Católicas locais. Com o fim de proporcionar uma melhor compreensão da Santa Sé em meio a um governo republicano no Brasil, importante ser essa questão discutida em separado, quando optando por fazer uma descrição elucidativa da estrutura organizacional da igreja, ante o Estado brasileiro e sua representação diplomática. Nesse ponto, como um ente de natureza internacional, de características reconhecida e estritamente política, projeta-se a sua imponente força no cenário mundial para a autopreservação dos povos de “DEUS”, em caráter universal.

  • Assim, o fato de a Igreja ter católicos espalhados pelo mundo inteiro, agrega um elemento complexo de relações entre a Santa Sé e os Estados, onde a maioria da população professa a religião católica.
  • Oscar Beozzo, no texto escrito para a coleção História Geral da Civilização Brasileira, afirmou a existência dessa relação triangular, defendendo que, dependendo do momento histórico, foram feitas inversões na posição central de cada instituição nesse “triângulo”.
  • Nesse período, a própria Secretaria de Estado estava se reorganizando ao secretariado, não voltando a falar mais em concordata com o governo brasileiro, dando mais espaço para ações autônomas da Igreja Católica local.



Como estratégia dessas ações políticas, foi sugerido ao episcopado, em nome dos seus diocesanos, que deveriam “[...] se entender com os legisladores e a Presidência da República [...]”. Com isso, o Bispo desaconselhava uma representação direta ao Congresso em nome da Igreja Católica, sugerindo até então que uma ação indispensável seria “[...] o esclarecimento da opinião popular por meio de conferencias, artigos de jornal, etc. [...]” como forma de um envolvimento maior dos católicos com a referida questão89. Decerto, a desconfiança da Santa Sé com relação à instabilidade política brasileira era uma certeza por parte da hierarquia eclesiástica local e da Secretaria de Estado, pois que a única força suficientemente sólida para “pacificar” a República brasileira era a Igreja Católica. Assim, ao tempo em que se reafirmavam posicionamentos como republicanos, se abriam espaços para a influência católica nas leis estaduais defendendo a mudança constitucional, atendendo às reivindicações da maioria católica.


Uma Análise Do Catolicismo Brasileiro No Segundo Império



Para isso, fundamental o apoio quase incondicional da Igreja ao aprimoramento e à intensificação dos mecanismos repressivos do Estado contra os movimentos sociais. Ou  seja, o homem não pode bastar a si mesmo, resumindo-se ao caráter de indivíduo, eliminando os limites exercidos pela convivência social e pelo Divino. Para a Igreja, era necessário rejeitar o individualismo e o coletivismo, responsável por massificar o homem, espoliando-o do  seu livre arbítrio. Tudo isto representou a negação do individualismo liberal e do coletivismo comunista. Nesse segmento, o debate sobre o divórcio foi inquirido pelo Congresso Nacional, no ano de 1926.  site sobre este tema  de Estado, a Nunciatura enviou um ofício secreto a todas as dioceses, solicitando aos membros do clero que fizessem uma “enfática doutrinação, falada e escrita”, mostrando que o divórcio era contrário a lei natural, à família e à sociedade.